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Entrada em 2014

por M, em 01.01.14

Aqui está o primeiro post de 2014!

Começamos com uma bela imagem de um e-reader que, embora já tenha sido lançado há uns anitos, continua a ser dos melhores já feitos. Usei-o agora para vos dedicar votos de bom ano :)

 

Este ano espero que:
  • A Sony faça o lançamento do seu promisor e-reader para estudantes aqui na Europa, e que seja mais barato do que o seu valor actual.
  • O mercado de e-readers ganhe mais visão a nível nacional, especialmente pelos estudantes, devido às suas vantagens (que cada vez são mais).
  • Mais e mais pessoas utilizem o Neobux, uma empresa portuguesa fabulosa que precisa de maior divulgação aqui no nosso país.
  • A adfamilies, outra empresa nacional, do mesmo género e ainda a dar os primeiros passos, se desenvolva e se torne cada vez melhor.
  • Tenha mais tempo para fazer mais publicações aqui no blog, para vos manter actualizados sobre que se passa no mundo dos e-readers e de particular interesse para um estudante.
De resto, espero que atinjam as vossas metas, tal como eu desejo atingir as minhas.

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publicado às 13:04

Saiu hoje no Público uma notícia sobre um novo telemóvel, o YotaPhone, produzido na Rússia que tem uma particularidade muito interessante: tem 2 ecrãs e um deles é de papel electrónico (electronic paper display, EPD). Isto pode ser o início de uma grande expansão do papel electrónico, que pode ter repercussões fortes no mercado dos ebooks e dos e-readers!

 

O telemóvel foi pensado para combater o problema da falta da bateria. No geral, os telemóveis smartphones aguentam cerca de 6-8h em constante utilização. Já vimos que os e-readers têm grande vantagem sobre a autonomia quando comparados seja com telemóveis, computadores, tablets, etc. E esta vantagem é conferida por se servirem da tecnologia de papel electrónico, que praticamente só consome energia quando a informação no ecrã muda (como virar a página do livro). Portanto, um telemóvel que integre esta tecnologia estará no bom caminho para aumentar a sua autonomia (ainda não foram revelados os valores de autonomia)

O ecrã de tinta electrónico fica na parte de trás do telemóvel, tem as 16 escalas de cinzento e uma resolução baixa, de 360x640 pixels (em contraste com a resolução de 720x1280 pixels do ecrã principal). Tal como o ecrã principal, o de EPD também é touch e parece bastante bem integrado com as funções do smartphone. Pode ser utilizado para mostrar as SMSs recebidas, alertar para eventos de calendário, ler livros (como é óbvio!) ou apenas mostrar imagens que gostemos, tornando-o um telemóvel bastante personalizável.

 

Quanto a especificações importantes, este telemóvel é Android Jelly Bean (4.2.2), tem um processador dual-core de 1.7GHz, 2GB de memória RAM e memória interna expansível até 32GB. Pesa 146g e ainda vem equipado com duas câmaras. Não tenho a certeza que o ecrã de tinta electrónica seja da E-ink.

 

No site oficial já está disponível a pré-compra deste aparelho, que custará cerca de 499 euros.

 

Outro telemóvel que, este sim, utiliza a tecnologia da E-ink, está a ser desenvolvido pela Onyx e tem venda prevista para finais de 2013 (embora não ache que se venha a concretizar).

Esta é uma empresa chinesa, conhecida por fabricar e-readers e que desde o ano passado que está a desenvolver um telemóvel ("E-phone") cujo ecrã é totalmente de papel electrónico. Isto tem o seu mérito, mesmo que tenha alguns inconvenientes enquanto tecnologia a preto e branco.

 

Tem um processador de 1GHz, 512MB de memória RAM e 512 MB de memória interna expansíveis com cartão microSD até 32GB. Tem sistema operativo Android Gingerbread (2.3) e um ecrã com resolução boa, de 480x800 pixels.

 

Veremos como isto corre, como será a adesão, mas acredito que faça sucesso e que mostre as maravilhas do papel electrónico a quem ainda não sabe que ele existe.

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publicado às 19:50

Para continuação do meu desânimo, o e-reader de 13.3'' da Sony só vai ser vendido a empresas e universidades. Ou seja, não vai ser vendido em site oficial, como a Reader Store, directamente aos consumidores. Apenas vai estar disponível para venda através de contacto com a Sony ou então através do site de vendas Japonês Rakuten.

 

 

Por um lado isto é positivo. Significa que a Sony se está mesmo a esforçar por chegar às universidades e empresas, tentando revolucionar a forma como a informação é distribuída, eliminando o tremendo desperdício de papel. Têm sido feitas palestras em universidades Japonesas e ainda vão decorrer mais conferências para exposição do produto e ideias, como se vê no site do DPT-S1. No entanto falha em algumas partes, principalmente o preço (que se mantém em 98 000 Ienes)

 

Não é um e-reader convencional, para ler livros sentados num banco de jardim. Realmente, é muito mais direccionado para as universidades, com várias potencialidades que o tornam no subtituto do papel ideal.

Fico à espera que sempre venha para o resto do mundo, a um preço mais reduzido e com venda directa ao público.

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publicado às 18:59

A espera acabou! Num news release feito pela Sony há 2 dias vêm muitos detalhes sobre este e-reader inovador.

A data de lançamento será dia 3 de Dezembro de 2013, no Japão, e o lançamento internacional está previsto para Abril do próximo ano.

 

Sony DPT-S1

 

O nome deste aparelho mantém-se Digital Paper, abreviado para DPT-S1 no modelo. Este nome surgiu porque este e-reader foi desenvolvido com a ideia de substituir o papel, especialmente em meio laboral e académico. As toneladas de impressões que se fazem quando se quer entregar um trabalho, realizar exames, ler artigos, estudar e anotar sebentas e livros, ler processos criminais, estudos de mercado ou notícias do jornal e por aí fora podem agora ser subtituídas com este novo aparelho, que tem 13.3'', dimensões de uma folha A4, e permite realizar anotações.

É esta a ambição da Sony e parece-me que foi muito bem pensada.

 

Escrita mais precisa

A resolução é bastante boa, 1600x1200, melhor do que muitos tablets aí no mercado, e a tecnologia e-ink é a Mobius, desenvolvida apenas pela Sony. Esta tecnologia é excelente em vários aspectos. Como é construída utilizando plástico em vez de vidro o e-reader torna-se mais leve, o ecrã resiste melhor a eventuais quedas e riscos e as anotações feitas com a "caneta" são mais precisas e o traço é mais fino. Além disso, outra característica espectacular é a capacidade de fazer várias escalas de cinzento consoante a pressão exercida. Ou seja, se eu fizer mais pressão o traço é mais escuro e se eu fizer pouca pressão, o traço sai mais claro!

 

Quanto à bateria, esta dura, como já é habitual entre os e-readers, umas boas 3 semanas. Isto é superior a qualquer computador portátil, tablet e telemóvel juntos. Tem conectividade Wi-Fi suportanto WEP, WPA/WPA2 PSK e 802.1x EAP. A memória interna é cerca de 2.8 Gb mas esta é expansível através de um cartão microSD. É ultraleve, pesando apenas 358g, e permite a leitura de PDFs (e apenas PDFs, o que para mim não propriamente negativo, embora pudesse incluir ePub e Office).

 

Quanto ao preço, a empresa diz que ainda é uma estimativa, mas será 98,000 Ienes, que convertido em euros dá aproxiamadamente €750. Isto é um pouco desanimador. Embora nada esteja decidido, é provável que o preço se mantenha, pelo menos no início. Além disso isto é o preço no Japão, na Europa poderá ser superior... Estava à espera de um preço mais acessível, principalmente porque é direccionado para o meio académico, nomeadamente estudantes. Mas quem sabe, talvez se crie um desconto para estudantes, para universidades (e talvez consiga dinheiro suficiente no Neo para o pagar).

Isto é uma ideia que está a dar os seus primeiros passos, embora já se pensasse há bastante tempo, desde que surgiram os iPads. No entanto os iPads e tablets do género não parece que tenham sido a opção  ideal, pelo menos no que toca a estudo e aprendizagem (principalmente porque não houve grande aposta nesse sentido e também porque permitem bastantes distracções, não são eye-friendly e ainda pesam na mochila). O mais próximo que houve deste ideia foi o Kindle DX, que agora já foi descontinuado.

 

Fico à espera de Dezembro para ver as primeiras utilizações e reacções. No entanto, com este e-reader, a Sony está a criar um futuro inovador, mais prático para todos e mais amigo do ambiente.

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publicado às 16:30

Depois do lançamento do PRS-T3, há cerca de um mês, a Sony continua sem dar muitas pistas sobre o lançamento do seu e-reader mais promissor para o meio académico: o "Digital Paper". Estou bastante ansioso pelo seu lançamento, desde o meu primeiro post sobre o assunto.

Como já lá iam 5 meses desde que o anunciou (em Maio), resolvi enviar, no Sábado passado, um email para o suporte da Sony para ver se arranjava respostas. Hoje obtive a resposta (até foi rápida).

Na altura da sua apresentação, a Sony referiu que iria pôr à venda os Digital Papers até ao final de 2013. Anunciou também que iria correr testes em três universidades Japonesas, a Waseda, Ritsumeikan e Housei. Mas até hoje ainda não se tinha pronunciado mais, ninguém sabia se já estavam a decorrer, se tinha havido algum problema. Eu até já começava a ter dúvidas sobre o avanço do desenvolvimento do e-reader (embora não fizesse muito sentido).

Portanto, eu questionei a Sony sobre a altura do lançamento e sobre os testes nas Universidades.

A resposta que eles me enviaram foi a seguinte:

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Answer[1]: Currently we can not provide any details for those questions, however we are planning to make "digital paper" products by the end of 2013.


Answer[2]: The actual proof experiments of digital paper will be executed soon after the arrangements for those details will be negotiated and settled among joining universities.
There are more details of those experiments on each universities, such as Waseda Univ, Ritsumeikan Univ and Housei Univ as below.


・Waseda Univ: Digial paper will be planned to use for the purpose of educations and studies.


・Ritsumeikan Univ: Digital paper will be planned to use for lecturing, and it will be used for the electronization of texts or other materials to be used for classes or group works.
Further more, the correction of submitted students reports will be electronized, and each results will be recorded as the portfolio for promoting educational effects.


・Housei Univ: Reports and tests which are gathered from students will be converted to the state of PDF file for correcting or marking on digital papers. The experiments of paperless movement by reducing the amount of paper being used for examinations or reports and minimizing of actual costs of teachers effort through utilizing the digital paper will be planned.


============================================

 

Por esta resposta já podemos ter algumas certezas.

  1. Parece que sempre querem lançar o e-reader até ao final deste ano.
  2. Os testes nas universidades, ao contrário do que eu pensava, ainda não começaram. Mas pelos vistos não demoram. Dizem que estão a estabelecer acordos e os testes começam daqui a pouco tempo. Não especificam exactamente quando. Acrescentam, no entanto, como vai ser testado o Digital Paper em cada Universidade:
  • Na Waseda University, não especificam muito, dizem que vai ser usado na educação e estudos.
  • Na Ritsumeikan, vão testá-lo em termos de aulas e palestras, com utilização dos textos e outros materiais em formato electrónico nas aulas e actividades em grupo. Pelo que percebi, os trabalhos submetidos pelos alunos vão ser corrigidos digitalmente e essas correcções vão depois ser integradas num portefólio.
  • Na Housei parece que vão recorrer aos Digital Papers para a realização e posterior correcção de trabalhos e testes pelos alunos, reduzindo, assim, a quantidade de papel utiliado e os custos associados.

 

Estava à espera de mais informação quanto à data de lançamento e possíveis custos, mas é capaz de ser ainda muito cedo, até porque os testes ainda vão começar. No geral, fiquei contente por perceber que é um projecto que deve ir para a frente.

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publicado às 23:15


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